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Saúde

Emagrecimento pode aumentar a fome e dificultar a manutenção do peso

Estratégias alimentares, atividade física e acompanhamento profissional são importantes no processo

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O objetivo não é eliminar a fome, mas torná-la manejável, preservando a nutrição e a qualidade de vi
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Emagrecer nem sempre significa apenas reduzir a quantidade de alimentos e mudar hábitos. Durante a perda de peso, o organismo ativa mecanismos de defesa para recuperar parte da energia armazenada, o que pode aumentar a fome, diminuir a sensação de saciedade e reduzir o gasto energético. Por isso, mesmo quem segue corretamente um planejamento alimentar pode sentir mais vontade de comer.

Essa reação é fisiológica e não deve ser confundida com falta de disciplina. As adaptações do organismo podem tornar o emagrecimento e, principalmente, a manutenção do peso mais difíceis, exigindo estratégias individualizadas e sustentáveis.

O papel dos hormônios

Dois hormônios participam diretamente da regulação do apetite: a grelina e a leptina. Produzida principalmente pelo estômago, a grelina estimula a fome. Já a leptina, produzida pelo tecido adiposo, atua na comunicação com o cérebro sobre as reservas de energia e contribui para a sensação de saciedade.

Durante o emagrecimento, os níveis de grelina podem aumentar, enquanto os de leptina tendem a diminuir em razão da redução da gordura corporal. Essa combinação favorece o aumento do apetite e pode persistir mesmo depois que a pessoa alcança o peso desejado, dificultando a manutenção dos resultados.

Hábitos que ajudam a controlar a fome

O objetivo do tratamento não é eliminar a fome, mas torná-la manejável, preservando a nutrição e a qualidade de vida. Uma das medidas é priorizar alimentos ricos em proteínas e fibras, como ovos, peixes, carnes, feijões, frutas, verduras e cereais integrais, que contribuem para prolongar a saciedade.

Também é importante evitar dietas excessivamente restritivas, manter uma rotina adequada de sono e praticar atividade física regularmente. O exercício auxilia na preservação da massa muscular e na saúde metabólica.

O acompanhamento de médicos e nutricionistas permite adaptar o planejamento alimentar às necessidades, à rotina e às condições de saúde de cada pessoa.

Medicamentos e regulação do apetite

Os agonistas do receptor de GLP-1 são medicamentos utilizados no tratamento da obesidade quando existe indicação clínica. Eles atuam em mecanismos relacionados ao controle do apetite e à saciedade.

A proposta não é fazer com que a pessoa deixe de sentir fome ou perca o prazer de comer, mas favorecer a percepção da saciedade e reduzir pensamentos recorrentes sobre comida, fenômeno conhecido como food noise. Com isso, pode haver maior facilidade para controlar a vontade de comer e adequar as quantidades consumidas.

A utilização desses medicamentos depende de avaliação médica e não é indicada indiscriminadamente para quem sente mais fome durante o emagrecimento.

Quando a fome exige atenção?

O aumento do apetite não significa, necessariamente, compulsão alimentar. O principal sinal de alerta é a perda recorrente do controle sobre a alimentação.

A compulsão alimentar envolve episódios em que a pessoa consome grandes quantidades de comida e sente dificuldade para interromper ou controlar o comportamento. Essas situações podem provocar culpa, vergonha e sofrimento emocional.

Quando há episódios frequentes de perda de controle, é importante buscar avaliação profissional. O tratamento pode envolver acompanhamento médico, nutricional e psicológico.

Compreender que a fome pode aumentar como resposta à perda de peso ajuda a evitar cobranças excessivas e estratégias inadequadas. O controle do peso depende de um planejamento que considere as respostas do organismo e possa ser mantido a longo prazo.

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