IA, alunos e fé
Uma manchete no New York Post (08/09/26) diz: “Global high school test scores plummet to 20 year low as AI and social media rot student brains” (Notas do ensino médio despencam no mundo todo para o menor nível em 20 anos: IA e redes sociais estão 'apodrecendo' o cérebro dos alunos).
Que surpresa!
Não se precisa de diplomas em medicina para entender que a falta de uso, seja dos músculos ou do cérebro, diminui a capacidade. Uma cultura que valoriza conteúdo em vídeos curtos e despreza a leitura não pode esperar resultados diferentes.
Não quero ser hipócrita nas observações a seguir. Entendo que sou uma pessoa “analógica” na era digital. Nasci menos de 40 anos depois do lançamento das primeiras máquinas de escrever elétricas. Eu estava na faculdade antes de ver uma versão eletrônica dessas máquinas, e já casado e pai antes de ter em casa um computador supersimples que usava uma TV comum de 13 polegadas como monitor. Tenho acompanhado, mesmo com entendimento bem limitado, toda a evolução da Internet e já até mergulhei o dedo do meu pé no mar da inteligência artificial.
Não sou defensor de bibliotecas de rolos de papiro, e não sou contra o uso da tecnologia para o benefício da população. Mas a manchete supracitada alerta sobre o perigo de deixar que outros, sejam computadores ou seres humanos, pensem por nós. Quando deixamos de ler, analisar e formular conclusões, corremos o risco enorme de sermos levados em direções erradas.
Sabia que Jesus alertou sobre o mesmo perigo 2.000 anos atrás, e que os outros falaram desse tema séculos antes dele? É claro que não falaram de computadores e inteligência artificial, mas avisaram sobre o perigo de seguir “influenciadores” cegamente e sem discernimento: “O ingênuo dá crédito a tudo o que se diz, mas o prudente reflete antes de dar um passo” (Provérbios 14:15). Jesus disse: “Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão num buraco” (Mateus 15:14). Paulo acrescentou: “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, se rodearão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).
Deus revelou sua palavra para que cada um conhecesse o caminho para a vida eterna (Atos 17:30-31; João 14:6). Aceitar sem avaliação adequada a palavra de outros – sejam pastores, padres, pais ou ferramentas de IA – pode ser um passo fatal!