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Política

O papel estratégico da bancada federal para o reerguimento do Estado

Cinco deputados (dois veteranos e três novatos) falaram sobre o desafio que terão pela frente para garantir a negociação da dívida do Estado com a União

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Por Assessoria
Foto ASCOM

Cinco deputados (dois veteranos e três novatos) falaram sobre o desafio que terão pela frente para garantir a negociação da dívida do Estado com a União

 

 

 

    A FEDERASUL reuniu no Tá na Mesa desta quarta-feira (04), cinco deputados federais eleitos pelo estado para o próximo mandato (2027–2031) para debater “O papel da Bancada Federal no reerguimento do Rio Grande do Sul”. Participaram do evento os deputados federais eleitos Alceu Moreira (MDB), Diogo Siqueira (PL), Gustavo Victorino (Republicanos), Pedro Westphalen (PP) e Rony Gabriel (Podemos)l.

         Os deputados federais eleitos terão um papel estratégico no reerguimento econômico, social e estrutural do Rio Grande do Sul. Mais do que representar o Estado em Brasília, precisarão atuar de forma coordenada para transformar as demandas gaúchas em políticas públicas, investimentos e recursos federais.

         O desafio será reconstruir o que foi destruído, mas também preparar o Rio Grande do Sul para enfrentar novas crises e garantir condições para o desenvolvimento sustentável.

         Ao receber os convidados, o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, disse que o futuro do RS passa pela interlocução com o governo federal e pela eleição dos presidentes da Câmara Federal e do Senado. Lamentou que as instituições de estado não estejam agindo de forma imparcial e isenta e sim movidos por interesses políticos. “Os empreendedores perderam a fé na democracia. O empreendedor enfrenta hoje um ambiente de negócios hostil. Precisamos resgatar valores e a capacidade produtiva do RS que está atrofiada”, declarou.

Veja o que disseram os deputados:

         Diogo Siqueira: Condenou o tratamento desigual dado pelo governo federal para as regiões do país, em que os estados do sul são desvalorizados em relação aos do nordeste. Lamentou a resistência do governo federal em negociar a dívida do RS tendo perdoado dívidas de outros países como Cuba, Angola e Bolívia. Criticou o elevado número de brasileiros que se beneficiam do assistencialismo gratuito do governo federal. “O país só vai para a frente se as pessoas trabalharem. Precisamos de uma população ativa. Teremos que enfrentar nossa missão com coragem, sem usufruirmos das benesses do poder”. O parlamentar eleito disse que a contribuição da FEDERASUL com informações sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo gaúcho vai apoiar sua atuação na Câmara Federal.

         Alceu Moreira: Defendeu a união dos parlamentares para lutar pela criação do Fundo Constitucional para o RS. “Precisamos recuperar o que é nosso por direito”. Lamentou que as previsões sejam de agravamento da crise econômica no país nos próximos anos e com o sofrimento de muitas pessoas. Disse que é preciso colocar freios no Supremo Tribunal Federal.    

         Gustavo Victorino: Disse que atualmente o Congresso brasileiro é uma peça de decoração. Entende que a dívida do RS com a União é impagável. Defendeu mudanças no cenário de Brasília, e lamentou que os parlamentares de esquerda atuem contra o estado. “Vamos enfrentar muitas dificuldades em Brasília, o governo federal é hostil ao sul do país. A situação é delicada, os parlamentares vão precisar ter iniciativa, atitude”, acrescentou.  

         Rony Gabriel: Disse que o reduzido número de parlamentares da Região Sul, somado ao fato de que a bancada governista do RS vota em Brasília contra os interesses do Rio Grande do Sul, dificultam a negociação da dívida do estado. Afirmou que o Brasil precisa ter responsabilidade fiscal e gastar menos para conseguir baixar a taxa de juros. “Precisamos buscar outro nome que não tenha o desgaste de Hugo Motta para assumir a presidência da Câmara dos Deputados, e desta forma poder avançar no encaminhamento de votações importantes para o estado”, argumentou. Destacou ainda que para o país crescer precisa ter segurança jurídica e financeira. 

         Pedro Westphalen: Entende que os parlamentares precisam se unir à sociedade para saber o que esperam da atuação de todos em Brasília. Lamentou que a insegurança jurídica e a falta de previsibilidade já estejam provocando a desistência de empresas pelo Brasil. Lamentou o cenário sombrio, de gastança do governo federal e que é preciso garantir recursos para reconstrução e modernização de hospitais e unidades de saúde.

 

 

 

 

Da esquerda para a direita: Rony Gabriel, Pedro Westphalen, Alceu Moreira, Rodrigo Sousa Costa, Diogo Siqueira e Gustavo Victorino

 

Foto: Sérgio Gonzalez 

 

 

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