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Cultura

Festival de Dança ultrapassa os palcos e leva arte e movimento às escolas de Erechim

Oficinas aproximam crianças e jovens da dança e ampliam o alcance cultural e formativo da 6ª edição do Festival

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Por Assessoria
Foto ASCOM

A dança que ocupa o palco do CTG Sentinela da Querência durante o Festival de Dança de Erechim também chegou às escolas. Nesta quinta e sexta-feira, 27 e 28 de agosto, a ação Festival nas Escolas leva oficinas gratuitas a estudantes da rede pública, criando oportunidades para que crianças e jovens experimentem movimentos, descubram formas de expressão e tenham contato mais próximo com a dança.

O Festival de Dança de Erechim é promovido pela Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), com patrocínio da Cavaletti S/A Cadeiras Profissionais. Conta com apoio da Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Economia Criativa, e do Sesc Erechim, além do apoio institucional da Associação Gaúcha de Dança (ASGADAN). O evento tem financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e do Pró-Cultura RS, e é realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

As oficinas são conduzidas por Matheus Espinosa e Cláudia Dutra, presidente da Associação Gaúcha de Dança (ASGADAN). Na quinta-feira (27), as atividades foram realizadas com estudantes das escolas estaduais Irany Jaime Farina e Salgado Filho. Nesta sexta-feira (28), a programação continua nas escolas municipais Dom Pedro II e Cristo Rei.

A proposta é fazer com que uma parte importante do Festival aconteça fora do palco, aproximando a dança de crianças e jovens dentro do próprio ambiente escolar. Para muitos deles, a atividade pode representar uma das primeiras oportunidades de experimentar a dança como linguagem artística, acompanhados por profissionais da área.

As imagens das primeiras oficinas mostram esse encontro de forma espontânea: estudantes reunidos para acompanhar as orientações e, em seguida, envolvidos nos movimentos, nas brincadeiras e nas experiências propostas. Mais do que espectadores, eles passam a participar da atividade e a descobrir, pelo próprio corpo, outras possibilidades de comunicação e expressão.

UMA EXPERIÊNCIA QUE PODE MUDAR TRAJETÓRIAS

Para Cláudia Dutra, levar a dança às escolas tem também um significado pessoal. Sua própria história com a arte começou aos quatro anos, ainda na escola de Educação Infantil, quando a mãe a colocou no balé. A oportunidade de experimentar a dança quando ainda era criança acabou sendo decisiva para a trajetória que construiria posteriormente. “Ter a oportunidade de ter tido aula, nem que fosse uma vez lá na creche, é que me fez seguir na carreira artística. Eu não me conheço sem dançar, desde os quatro anos”, relata.

A experiência ajuda a dimensionar o propósito do Festival nas Escolas. Nem toda criança que participa de uma oficina seguirá profissionalmente na dança, mas a possibilidade de conhecer uma linguagem artística pode despertar interesses, revelar habilidades e estabelecer uma relação com a cultura que permanece para além daquele encontro.

É justamente essa oportunidade de descoberta que a ação busca proporcionar. Em vez de esperar que crianças e jovens cheguem ao Festival, o projeto leva uma parte dele até a escola e insere a experiência artística em um espaço que já faz parte do cotidiano dos estudantes.

APROXIMAÇÃO ENTRE ARTISTAS E ESTUDANTES

Cláudia também relaciona a experiência desenvolvida em Erechim a iniciativas que conhece em festivais realizados fora do Brasil. Integrante do Grupo Andanças, voltado às danças brasileiras, ela relata que as visitas às escolas fazem parte das atividades desenvolvidas durante participações em festivais internacionais. “A gente conta como são as danças brasileiras nas escolas, e as crianças têm essa oportunidade de estar perto do artista, de conhecer o artista e também conhecer aquela cultura”, afirma.

Essa aproximação é uma das características do Festival nas Escolas. Ao encontrar os profissionais dentro do ambiente escolar, os estudantes não apenas observam uma apresentação pronta, mas têm a possibilidade de participar, experimentar movimentos e compreender a dança a partir da prática.

O contato também contribui para ampliar a percepção sobre a própria dança, mostrando que ela pode ser expressão artística, manifestação cultural, possibilidade profissional e espaço de convivência. Para algumas dessas crianças, a oficina será uma experiência diferente dentro da rotina escolar. Para outras, poderá despertar o desejo de continuar dançando. A trajetória relatada por Cláudia Dutra mostra que, às vezes, um primeiro encontro com a dança ainda na infância pode permanecer por toda a vida.

 

 

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