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Saúde

HPV representa risco de câncer também entre homens

Vacinação é a principal forma de prevenção e ainda existe desconhecimento sobre a infecção no Brasil

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A imunização precoce é essencial para garantir proteção antes do contato com o vírus
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O papilomavírus humano (HPV) é um vírus que, apesar de muitas vezes ser associado apenas ao câncer de colo do útero, afeta também a população masculina. No Brasil, cerca de 19 mil mulheres são diagnosticadas anualmente com essa doença, e 99% dos casos estão ligados ao HPV. Nos homens, o vírus aumenta o risco de câncer de pênis, câncer anal e câncer de cabeça e pescoço, especialmente o de orofaringe.

Especialistas reforçam que a vacinação é a principal estratégia de prevenção para esses diferentes tipos de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que infecções, como a causada pelo HPV, estão entre as principais causas de câncer no mundo. No Brasil, os dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que tumores associados ao vírus estão entre os mais prevalentes, tanto em homens quanto em mulheres.

Apesar disso, ainda há desconhecimento sobre a infecção. Uma pesquisa realizada pelo Inca com 300 homens de diferentes regiões do país revelou que 34% deles desconhecem a possibilidade de contrair o vírus, evidenciando a necessidade de campanhas de conscientização.

Tipos de câncer associados ao HPV

Entre os homens, o câncer de orofaringe é um dos mais preocupantes. Ele afeta a parte intermediária da garganta e, embora também possa atingir mulheres, o risco é quatro vezes maior na população masculina. No Brasil, esse câncer ocupa o quinto lugar entre os tumores mais comuns nos homens. Além do HPV, tabagismo e consumo de álcool também são fatores de risco importantes.

Dados dos Estados Unidos indicam que o HPV é responsável por cerca de 38 mil casos de câncer por ano, sendo 42% em homens, especialmente com câncer de orofaringe. A doença é silenciosa e não existe um rastreio regular, o que dificulta o diagnóstico precoce.

O câncer de pênis também preocupa. No Brasil, mais de 600 amputações do órgão são realizadas anualmente, e cerca de 50% dos casos estão relacionados ao HPV. Outro tumor ligado ao vírus é o câncer anal, que, embora raro, afeta homens e mulheres; o HPV está presente em 90% desses casos.

Quem deve se vacinar

A vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas entre 9 e 14 anos, com campanhas esporádicas para pessoas até 19 anos. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) também oferece o imunizante fora dessa faixa etária para pessoas imunodeprimidas, pacientes oncológicos, vítimas de violência sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente a partir dos 2 anos e usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) de 15 a 45 anos.

Para aqueles que não se enquadram nesses grupos, a vacina está disponível na rede privada em três doses e é recomendada até os 45 anos.

Por que a vacinação ainda é tabu

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível, e muitas famílias receiam vacinar filhos na adolescência. No entanto, a imunização precoce é essencial para garantir proteção antes do contato com o vírus. Estudos comprovam que a vacinação não estimula a atividade sexual precoce e que adolescentes produzem mais anticorpos, garantindo maior eficácia.

Mesmo após a faixa etária indicada ou após contato sexual, a vacina continua importante, pois protege contra subtipos adicionais do vírus e previne novas infecções. O uso de preservativos ajuda na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, mas sozinho não elimina o risco de transmissão do HPV. Por isso, a imunização permanece como a medida mais eficaz e segura para proteger a saúde de homens e mulheres.

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