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Saúde

Menopausa exige atenção para saúde dos ossos e prevenção de fraturas

Queda do estrogênio acelera perda de massa óssea após o fim do ciclo menstrual e pode aumentar o risco de osteopenia e osteoporose

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A prática regular de exercícios, ajuda a estimular a formação óssea e manter o esqueleto mais resist
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Por décadas, a menopausa foi cercada de silêncio, com sintomas muitas vezes ignorados ou vistos apenas como parte do envelhecimento. Hoje, com a população envelhecendo e a expectativa de vida maior, mulheres discutem abertamente o climatério e exigem atenção médica, embora muitos efeitos, como a perda de massa óssea, ainda sejam pouco conhecidos.

Mudanças no corpo e impactos silenciosos

A menopausa não é uma doença, mas pode trazer sintomas que afetam a qualidade de vida, como ondas de calor (fogachos), ressecamento vaginal, alterações de humor, dificuldade para dormir e mudanças na libido.

Além desses sinais, há um impacto menos visível: a saúde dos ossos. A queda dos hormônios femininos no climatério e na menopausa interfere diretamente na densidade óssea.

O estrogênio tem papel fundamental na proteção do esqueleto. Com a redução desse hormônio após o fim do ciclo menstrual, a perda de massa óssea pode se acelerar. Estima-se que mulheres possam perder até 20% da densidade óssea nos primeiros cinco anos após o início da menopausa.

O problema é que esse processo é silencioso e, muitas vezes, só é descoberto após uma fratura.

Por que os ossos ficam mais frágeis

O tecido ósseo se renova constantemente, mas após os 30 anos esse processo desacelera. Nas mulheres, o estrogênio protege os ossos até a menopausa, mantendo o equilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea. Com a queda hormonal, essa proteção diminui, tornando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de osteopenia e, em casos mais graves, de osteoporose, condição que eleva a chance de fraturas.

Prevenção começa com hábitos de vida

Apesar de a perda óssea fazer parte do envelhecimento, algumas medidas ajudam a reduzir riscos e preservar a saúde do esqueleto.

A densitometria óssea é um dos principais exames para avaliar a condição dos ossos. Indolor e semelhante a uma radiografia, mede a densidade mineral e permite identificar alterações precocemente. É recomendada a partir dos 65 anos, mas pode ser indicada antes em casos de risco, como baixo peso, fraturas, tabagismo ou menopausa precoce.

A prática regular de exercícios, especialmente de fortalecimento muscular, ajuda a estimular a formação óssea e manter o esqueleto mais resistente.

A alimentação equilibrada, rica em cálcio e vitamina D, presentes em leite e derivados, peixes e vegetais de folhas verdes, também é fundamental. A exposição moderada ao sol contribui para a produção de vitamina D.

Evitar o cigarro e reduzir o consumo de álcool também ajudam a proteger a saúde dos ossos.

Tratamento pode reduzir riscos de fratura

A perda óssea não é totalmente reversível, mas pode ser freada com acompanhamento médico. Quando mudanças no estilo de vida não bastam, medicamentos, como bifosfonatos, teriparatida e denosumabe, podem fortalecer os ossos e reduzir o risco de fraturas.

A terapia de reposição hormonal, eficaz no início da menopausa, também ajuda a proteger a densidade óssea e controlar sintomas. Especialistas ressaltam que diagnóstico precoce e tratamento adequado preservam a qualidade de vida e diminuem o risco de fraturas, enquanto falar sobre menopausa deixa de ser tabu.

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