Hoje eu serei bem breve, está bem? É que topei com dois textos, eles mesmos brevíssimos, ideais para partilhar com o caro leitor/a neste último fim de semana do ano, e o primeiro está aqui. Trata-se de um artigo que traduzi do escritor e filósofo sino-americano Deng Ming-Dao - alguém que aparece com frequência nesta coluna e que deve ser, desconfio, um de meus “mestres de poder”, para usar a expressão da tradição xamânica. Intitula-se “Continuação”. Inspire-se, e um excelente 2026 para ti:
“Depois da conclusão vem a plenitude/ Com a plenitude, vem a libertação/ A libertação permite que você continue/ Mesmo a morte não é um término verdadeiro/ A vida é continuação infinita.”
“Sempre termine o que você começa. Só isso já é disciplina e sabedoria suficiente. Se seguir essa regra, será superior à maioria das pessoas. Quando você chega ao fim de um ciclo, um novo ciclo se inicia. Você poderia dizer que a conclusão realmente começa em algum lugar no meio de um clico e que novos começos são engendrados a partir de ações prévias.
Completar um ciclo significa plenitude. Significa que você conquistou o conhecimento de si mesmo, disciplina e uma nova maneira de compreender a si e ao mundo que o rodeia. Naturalmente, você não pode parar. Há sempre novos horizontes. Mas você pode buscar novos panoramas com confiança e sabedoria renovadas.
A cada giro da roda você vai mais longe. A cada giro da roda você se liberta do pântano da ignorância. A cada giro da roda vem a continuação. Gire a roda da sua vida. Faça revoluções completas. Celebre cada volta. E persevere com alegria.