Acredito que todos os que acompanham este espaço já perceberam que o futebol é um dos meus assuntos favoritos. E dentro do futebol, meu assunto favorito é a Copa do Mundo. Daqui a sete meses, em junho de 2026, começará mais uma edição do torneio, nos Estados Unidos, México e Canadá. Será o maior Mundial da história, com 48 seleções, 16 a mais em relação a 2022. Os grupos foram sorteados no dia 5 de dezembro, e agora aproveito para trazer uma pequena opinião sobre o que poderá ocorrer em cada um deles.
Grupo A - México, África do Sul, Coreia do Sul e uma seleção da Europa: na primeira chave, o favoritismo é todo dos mexicanos, que jogam em casa. Os coreanos devem ficar em segundo, a depender de quem será o europeu. Os africanos aparecem em terceiro, mas podem brigar por vaga no mata-mata. Sobre a seleção europeia da repescagem, as opções são Dinamarca, Tchéquia, Irlanda ou Macedônia do Norte. Qualquer uma das três primeiras entram na disputa pela segunda força, já os macedônios teriam dificuldades para ser até mesmo a terceira.
Grupo B - Canadá, Catar, Suíça e uma seleção da Europa: aqui temos uma questão. Os suíços são o principal time, mas o outro representante europeu pode ser a Itália, aí poderemos ter uma disputa pelo primeiro lugar. Os anfitriões canadenses aparecem logo atrás, com os cataris em último. Se os italianos falharem mais uma vez, as opções são Irlanda do Norte, Bósnia ou País de Gales, todos como segunda ou terceira força.
Grupo C - Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia: o time brasileiro tem tudo para ser o líder, mas é bom ficar de olho nos marroquinos, que foram semifinalistas em 2022 e são a segunda força da chave. Depois, escoceses e haitianos, nessa ordem, não devem fazer muita diferença.
Grupo D - Estados Unidos, Paraguai, Austrália e uma seleção da Europa: em casa, os estadunidenses devem confirmar a primeira posição, com paraguaios, australianos e o europeu lutam pelo segundo lugar. Turquia, Romênia, Eslováquia e Kosovo são os candidatos na repescagem.
Grupo E - Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador: ótima chave para os alemães, que são a principal força. Os equatorianos estão consolidados como segunda seleção, porém de olho nos marfinenses. Já Curaçao estreia apenas para pegar experiência.
Grupo F - Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção da Europa: os holandeses são os favoritos, com os japoneses prontos para surpreender se houver um tropeço. Os tunisianos podem aparecer em terceiro, se o time europeu for a Albânia. Do contrário, Suécia, Ucrânia e Polônia são candidatos à segunda ou terceira força.
Grupo G - Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia: grande chance para os belgas apagarem a má impressão da campanha de 2022. Egípcios e iranianos disputam a segunda vaga, e os neozelandeses assistem a tudo de perto, buscando se aproveitar de alguma derrota dos rivais.
Grupo H - Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai: os espanhóis são um dos dois maiores favoritos a vencer a Copa (hoje) e os uruguaios não devem ter problemas como segunda força. Os sauditas aparecem em terceiro, mas os estreantes cabo-verdianos já mostraram nas Eliminatórias que podem surpreender.
Grupo I - França, Senegal, Noruega e uma seleção da repescagem: os franceses têm o principal time, porém os noruegueses são candidatos a grande sensação do Mundial, de volta após 28 anos. Os senegaleses vêm perdendo fôlego há alguns anos, mas estão à frente de qualquer rival da repescagem, seja Iraque, Bolívia ou Suriname.
Grupo J - Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia: quatro forças bem definidas. Argentinos (os outros favoritos ao título) em primeiro, austríacos em segundo, argelinos em terceiro e jordanianos (estreantes) em quarto, com pouca margem para mudança.
Grupo K - Portugal, Uzbequistão, Colômbia e uma seleção da repescagem: chave boa para os portugueses firmarem posição na busca pelo título. Os colombianos são a segunda força e os estreantes uzbeques disputam a terceira, se quem vier da repescagem for a República Democrática do Congo ou a Jamaica. A outra opção é a seleção amadora da Nova Caledônia.
Grupo L - Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá: o time inglês não terá dificuldades para ficar em primeiro lugar. Os croatas aparecem em segundo, embora em decadência. Ganeses e panamenhos lutam pela terceira vaga.
Encerro aqui a análise. Muita coisa ainda pode mudar em sete meses, mas já é possível sentir um gosto do que está por vir na Copa do Mundo. E antes que me esqueça: entre janeiro e maio, pretendo contar neste espaço a história de cada um dos 22 Mundiais já realizados, entre 1930 e 2022. Conto com sua leitura.