Como Erechim chega ao centenário? Com que pesos e medidas avaliar Campo Pequeno, que há muito deixou de ser o povoado de Paiol Grande? A resposta é simples e vem ao olhar para a realidade: hoje Erechim é uma cidade madura, equilibrada, bela e boa para se viver.
Esse caminho foi trilhado ao longo de sua história, que neste momento completa 100 anos de emancipação política e administrativa. O passado continua presente nos dias de hoje, sendo o alicerce para tudo que aí está. E, ainda, contribuindo para a construção de um futuro melhor.
A ferrovia abriu as portas de Paiol Grande para o mundo, e os ciclos econômicos logo se fizeram, primeiro com a exploração da madeira, banha, erva-mate, o trigo, soja, fundições, máquinas de implementos agrícolas e rodoviários até se tornar nos dias atuais polo metal mecânico. Além de ser uma das referências na área de saúde e educação para o norte do Rio Grande do Sul.
Mas uma cidade nunca está pronta, terminada, no sentido literal da palavra, porque ela é uma realização permanente entre os seus principais atores: as pessoas.
Erechim aos 100 anos é a consolidação do processo histórico que se cultivou desde os primeiros passos, isto é, a ação empreendedora, criativa composta pela multiculturalidade.
Empreender, criar e se realizar por muitas mãos são as principais características de Erechim. E, se isso nem sempre se dá assim hoje em dia, é porque esquecemos como tudo começou.
Essa diversidade também está escrita nas amplas e belíssimas calçadas da nossa cidade, na arquitetura colonial, Art Déco e nos enormes prédios que verticalizam a paisagem urbana.
Erechim está, claramente, no rosto, no sangue e nas veias dos nossos cidadãos e em cada nova criança que nasce. Este é momento histórico para firmar e reconhecer o que somos e acertar o passo para onde queremos ir.